terça-feira, 20 de novembro de 2012







Enquanto danço...
 
 
nos filmes há umas tantas cenas românticas que envolvem dançar.
Antes de ter aulas de dança a par, pensei que seria possível
que a dança envolvesse algum romantismo com o par certo, claro!
 
Mas rapidamente essa ideia se esfumou.
No início, eu era só pés !?!?!?!
Toda a minha concentração se focava neles, em que eles se movessem na direção certa,
de preferência sem pisar o pé alheio.
É certo que após 3 anos de aulas de dança, eu já não penso nos pés na maior parte das vezes.
Eles são autónomos e descobri que o papel deles não é assim tão, tão difiícil.
Olhando para trás vejo que perdi muito tempo a pensar neles, .
Afinal eles limitam-se a dar passos, como caminhar, e quase sempre de igual forma.
 
Quando os pés sairam da mente, ela foi ocupada por outras preocupações:
 1. Manter o equilíbrio - depender apenas de mim para suportar o peso do meu corpo, sem me apoiar.
 2. Interpretar constantemente o que o meu par me pede para fazer. Esta tarefa exige concentração constante, atenção focada, porque algumas vezes nem eu sei como percebi. Se me distraio dá logo asneira. A dança é essencialmente comunicação. Implica aprender uma nova forma de comunicação. Há emissores e recetores, perguntas, afirmações e respostas. Cada estilo tem o seu vocabulário, o seu código. Se não escuto, não respondo, então algo falha. A magia acontece quando não preciso de pensar no código de comunicação e a resposta ou a afirmação é imediata. Quando consigo apenas responder, comunicar, mostrando a mensagem e não pensando no 'como'.
 3. Ouvir a música (eu sei, eu sei... esta devia ser das primeiras), Mas muitas vezes, na verdade eu não oiço a música. Estou tão ocupada com os elementos anteriores que essa se evapora. Será o meu próximo passo, focar a minha atenção na música.
 
Assim, não tenho espaço mental para o romantismo, ou pensar muito no lado das emoções enquanto danço. Até quando olho para o meu par, não é porque o ache bonito ou queira me meter com ele, ou piscar-lhe o olho. Olho diretamente para o rosto dele apenas porque pretendo manter o equilíbrio nas voltas ( e se dou muitas voltas, especialmente na salsa). Tenho de manter um foco que me ajude a não ficar tonta. Olho diretamente para o rosto dele para perceber melhor o que tenho de fazer. Sei como é muito mais difícil, fazer passos que não permitem o contacto visual.
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012



Impossível ficar indiferente às cores de outono no Bom Jesus.

As fotos não transmitem a intensidade dos vermelhos e amarelos.

Já tinha saudades de ouvir o som das folhas secas, enquanto caminho.

Agora que os turistas já escasseiam, fica o barulho dos ramos
que se agitam, das folhas pisadas e da água que brota.

sábado, 20 de outubro de 2012

 
img 
 
 
Duas gerberas causaram sensação no talho.
Parece que pouca gente anda com duas flores na rua.
E menos pessoas passa pela florista antes de ir ao talho.
 
Depois de todos mirarem, entra um senhora de idade avançada
aquelas que podem dizer e perguntar tudo, porque têm A desculpa.
 
Que flores tão bonitas! ( A tática do elogio.)
Quanto custaram? (A curiosidade matou o gato)
Para que são? ( A curiosidade voltou a matar o gato)
 
Mas pode pôr uma "aqui" e outra "ali". ( o conselho que eu não pedi)
 
Conversa encerrada.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


chacota |ó|

s. f.
s. f.

1. Mofa; troça; zombaria; gracejo.
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Saudades da Irlanda.

Ou melhor dos irlandeses. Não contava com gente tão simpática,
acolhedora de forma tão genuína, bem-disposta,... Aqui o cliché "países do sul
habitantes mais abertos e países do norte habitantes mais fechados", não se aplica de todo.
Os brasileiros têm fama de ser simpáticos, mas na minha estadia pelo Brasil parecia estar numa gigantesca peça de teatro, na qual as pessoas não parecem sinceras e os sorrisos são forçados. 

Entre as visitas a Galway, Kilkeny e Dublin, conheci um pouco da cultura e história local. Os pubs são muito divertidos. As paisagens deslumbrantes, com pastos cheios de clones da ovelha Choné. A arquitetura não é memorável, mas certamente é compensada pelos fatores anteriores e outros.

Agora estas três cidades surgem juntas nas notícias, devido ao hurling. Claro que o futebol não podia ser o desporto rei desta ilha (ahhh se não tivesse sido criado pelo ingleses...). Parece que há um jogo importante no próximo domingo. As equipas de Galway e Kilkeny defrontram-se no estádio de Dublin :)

Só não sei qual o "canal" internautico para ver o jogo?

hurling

quarta-feira, 19 de setembro de 2012




E relembrei esta música com uma letra intensa e linda. Em 2008, UPA contra a discriminação das  doenças mentais.
O que me levou a perguntar: por onde andas Mariza?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012





A fachada austera encerra um interior rico em talha, pintura, pedras incrustadas e azulejos. A visita guiada permitiu conhecer mais, mas a hora e meia revelou-se demasiada pequena, para explanar toda a informação. A história da igreja cruza-se com a história da cidade e consequentemente com a história do país. Por isso, não faltaram comparações e referência  Braga (claro!!!), Porto, Lamego e Sintra. A Capela de São João Baptista até pareceu menos luminosa face à história e arte de outros altares, da pintura do tecto ou sacristia.